Projeto Arqueológico de Ilhabela

 

História de Ilhabela

Em 20 de janeiro de 1502, Américo Vespúcio aportava na Ilha de São Sebastião, nome dado em alusão ao santo daquele dia. Seja para proteger o território ou explorar seus recursos naturais, os portugueses iniciaram a ocupação da ilha. Fortificações foram erguidas em posições defensivas, como nas entradas do canal e no local onde, mais tarde, surgiria o núcleo do povoamento, hoje área central da cidade. Esse primeiro povoado ganhou o nome de Capela de Nossa Senhora d’Ajuda e Bom Sucesso. O arquipélago de Ilhabela também recebeu mais duas denominações: Villa Bella da Princesa (1805 a 1940) e Formosa (1940 a 1944). O nome definitivo, Ilhabela, foi adotado em 1944.

Mapa do litoral paulista, mostrando as ilha de São Sebastião, dos Búzios e da Vitória. Ano: 1631. Autor: João Teixeira Albernaz. Acervo: Mapoteca de José Mindlin

O crescimento surgiu nos séculos XVII e XVIII, com o plantio de cana como atividade comercial para a produção de açúcar. A exportação deste produto acontecia através dos portos de Ubatuba e São Sebastião, este último construído na metade do século XVIII.  Este produto deu lugar, no século XIX, ao café, também voltado para a exportação. Essa cultura atingiu a cota 500 ou mais, quando, segundo informações, a ilha chegou a ter 225 fazendas de café. Com o declínio do mercado do café, voltou-se ao plantio da cana de açúcar, mas para a fabricação de aguardente.  

Mapa de 1764 mostrando Ilhabela. Pode-se observar os nomes

 das ilhas dos Búzios e da Vitória com os nomes invertidos

Paralelamente à agricultura comercial e, principalmente, após o declínio do café, desenvolveram-se comunidades caiçaras tradicionais, com sua policultura  complementada com a pesca.

Com a inauguração da travessia do ferry boat (balsa) em 1958, o turismo passou a ser uma opção em Ilhabela, sendo hoje a principal atividade econômica.