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Projeto Arqueológico de Ilhabela |
Geografia Física
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ilha de São Sebastião, separada do continente por um canal com cerca de
1,5 km de largura, é a maior ilha do litoral sudeste brasileiro, com uma
área de aproximadamente 336 km2. Também fazem parte do arquipélago
de Ilhabela, as ilhas dos Búzios, da Vitória, das Cabras, Serraria, Sumítica,
além de outras nove ilhas menores e duas lajes. O relevo da ilha de São Sebastião foi definido através de vários eventos geológicos. Almeida (1976) e Silva et al. (1977) propuseram um esquema de formação, iniciando-se no período compreendido entre o Jurássico superior e o Cretáceo médio, quando teve início o tectonismo que afetou o nosso litoral. Depois, entre o Cretáceo superior e o Eoceno, com a ocorrência de grandes falhamentos escalonados, paralelos à linha da costa, seguidos por eventos de vulcanismos. Também entre o final do Oligoceno e o Pleistoceno, com a reativação da tectônica “quebrável” e desenvolvimento de ciclos erosivos, que deram origem ao recuo da borda do Planalto Atlântico e ao isolamento de uma porção continental, representada pela atual Ilhabela. Finalmente, no Quaternário, onde os processos erosivos e sedimentares associados a flutuações glácio-eustáticas respondem pelas principais feições morfológicas da atualidade, tais como as planícies do Perequê e a dos Castelhanos (GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO, 1998: 22). A estrutura geológica de Ilhabela possibilitou, através da erosão diferencial, várias feições de relevo. Destaca-se a presença de rochas alcalinas, presentes nos pontos culminantes da ilha de São Sebastião, atingindo 1375 metros. As rochas alcalinas ocupam cerca de 2/3 da área da ilha, com declividades superiores a 30% e estão circundadas, principalmente, por rochas granito-gnáissicas do embasamento pré-cambriano.
Essas rochas granito-gnáissicas, com declividade menor que 30%, sofrem mais erosão e possuem um padrão de relevo mais rebaixado. Destacam-se, também, os depósitos flúvio-marinhos, apesar da pouca representatividade em área, com altitudes entre 0 e 5 metros e declividade inferior a 5%. Essas planícies são, principalmente, voltadas para o Canal, como a planície do Perequê, com cerca de 2,5 km de largura e 5,0 km de extensão. Na parte voltada para o mar aberto as planícies são mais restritas, sendo a maior delas a dos Castelhanos, com 700 metros de largura e 1,5 km de extensão.
O Projeto de Macrozoneamento do Litoral Norte – Ilhabela (GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO, 1998: 28) assim descreve o relevo da Ilhabela: “(...) o relevo de Ilhabela constitui-se num grande bloco de morros escalonados, com pequenas praias e planícies encravadas em seus contornos mais proeminentes. Há um predomínio dos relevos de degradação, inclusive com áreas muito estáveis, de alta suscetibilidade a escorregamentos, como já apontado. Ilhabela sofreu várias alterações em sua paisagem no transcorrer dos séculos, resultando em desmatamentos e perda de horizontes superficiais de solo”.
Referências Bibliográficas
ALMEIDA, F. F. M. de. The system of continental rifts bordering the Santos Basin. Suplemento da Academia Brasileira de Ciências. São Paulo: Acad. Bras. de Ciências, 1976.
GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO. Projeto Macrozoneamento do Litoral Norte – Ilhabela. São Paulo: Secretaria do Meio Ambiente do Estado do Estado de São Paulo, 1998.
SILVA, A. et al. Projeto Santos-Iguape. Relatório Final – Geologia. São Paulo: Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM)/ Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), 1977.
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